Arquivo para Dezembro, 2007

Correção

Postado em Sem-categoria em Dezembro 30, 2007 por blogdoporpetta

Seguindo recomendação de minha amiga Cecília, fiz uma correção no texto “Tropa da Elite”, onde lia-se hangaria, agora lê-se angaria.

Quem tiver alguma correção ortográfica a fazer, por favor, faça! Às vezes erro por pressa na hora de escrever, às vezes por distração e outras vezes por desconhecimento da grafia correta. Portanto, me ajudem!

Também aproveitei para mudar o título, incluindo aspas na preposição+artigo da, para facilitar a compreensão da idéia.

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Pedidos para 2008

Postado em Sem-categoria em Dezembro 28, 2007 por blogdoporpetta

Tenho dois:

1- Mengão, campeão da Libertadores!

2- Mengão, campeão mundial interclubes!

 Se isso acontecer, não preciso de saúde, paz, etc.

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Futebol em mutação no Brasil

Postado em Sem-categoria em Dezembro 27, 2007 por blogdoporpetta

Acho que já deu pra perceber que tenho o hábito (saudável, diga-se de passagem) de ler o blog do Juca, quase diariamente.

Pois bem, começou a Copa dos Sonhos II, que reúne um embate entre as 6 seleções brasileiras mais significativas em nossa história, sendo as 5 campeãs das Copas de 58, 62, 70, 94 e 2002, além da seleção de 82.

Funciona da seguinte maneira, todos contra todos em turno único, sendo que cada jogo é analisado por um jornalista/cronista esportivo que aponta um vencedor para o confronto, mas quem decide de fato o vencedor são os comentários dos blogonautas.

E foi aí que a coisa desandou!

Não digo com relação ao torneio em si, mas sobre a maneira que o brasileiro vê hoje o futebol. Pragmático, de resultados, ao estilo europeu de ver futebol!

O primeiro (e único até o momento) embate foi entre as seleções de 82 (Zico, Falcão, Sócrates & Cia.) e a de 2002 (Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho,… e Felipão).

Foi só sair o comentário do PVC sobre a partida, apontando uma vitória difícil por 3×2 da seleção de 82, que choveu comentários de blogonautas indignados com a vitória da seleção “perdedora”, mais especificamente, a seleção de um “perdedor”, no caso, Zico.

Primeiro, é impressionante como Zico acabou condenado pelos insucessos (em termos de resultado) das seleções de 78, 82 e 86. Como se ele jogasse sozinho e tivesse obrigação de impedir a goleada da Argentina sobre o Peru, em 78, a falha de Cerezo contra a Itália, em 82, e a cobrança do pênalti (que ele pediu pra não bater, só o fez por ordem de Telê) em 86.

Mas o que, na verdade, está implícito nisto é a condenação do futebol-arte como fracassado, ultrapassado e romântico, nada tendo a ver com o futebol de hoje, que é competitivo, vencedor, etc.

Ou seja, vem caindo por terra a teoria de que o povo brasileiro gosta do futebol bem jogado, pra frente, que glorifica seus craques pelos seus dribles, golaços, tabelas fenomenais e passes precisos que colocam nossos artilheiros na cara do gol para fuzilar o goleiro. Aquilo que Jorge Ben cantou em inúmeras canções, ressaltando a alegria do gol para o torcedor, a magia da camisa 10, etc.

Hoje é mais aceito o bom zagueiro, o esquema com 3 volantes, a proteção à zaga, a subida alternada dos laterais, sempre cobertos pelo meio-campo, o avanço ao ataque como se fosse uma tática de guerra, só na boa, explorando o erro do adversário. Não levando gol, garantimos 1 ponto, se por ventura fizermos gol, são 3 pontos, o que é importante para o campeonato, o título a qualquer preço, para posteriormente vendermos nossos “craques” por milhões de dólares para o futebol europeu, às vezes para países “tradicionais” do futebol, como a Ucrânia, visando fazer caixa para os combalidos clubes brasileiros, vítimas da desorganização promovida pelos nossos cartolas.

Essa cartolagem brasileira já apronta das suas desde que o mundo é mundo, mas o nosso futebol sempre se resolveu dentro do campo. Nossos craques sempre foram muito melhores que os nossos cartolas. Para citar como exemplo, o Santos de Pelé teve, em uma de suas excursões pelo mundo, uma de suas premiações em dinheiro que “simplesmente” caiu do avião. O Flamengo, na época de Zico, começou a ser saqueado constantemente, o que resultou hoje na maior dívida de um clube brasileiro. O Botafogo cansou de enganar o Garrincha, em virtude de sua incultura, fazendo com que este morresse sem ter muito o que deixar para os seus filhos.

Mesmo com tudo isso, quem teve a oportunidade de ver esses times em ação não tem do que reclamar. Viu o Santos, com bons zagueiros também, levar 6 gols do Palmeiras, mas fazer 7 com aquele ataque fantástico que tinha a rubrica de Pelé.

Viu o Flamengo devolver um 6×0 no Botafogo em 82, depois de 11 anos de gozação, simplesmente porque o Zico botou na cabeça que aquela faixa que a torcida do Botafogo trazia ao Maracanã desde 71 não iria mais voltar.

O Botafogo que contratou Garrincha porque Nilton Santos mandou, dizendo que nunca gostaria de ter que enfrentá-lo.

O Palmeiras que insistia em não dar seqüência aos títulos do Santos de Pelé.

Ou seja, o futebol brasileiro é recheado de histórias que, de certa forma, amenizam os maus tratos que os cartolas deram ao mesmo. Mas estas histórias estão ligadas ao bom futebol, à capacidade que o brasileiro tem de superar suas próprias dificuldades com a bola nos pés, à ginga que o samba – por amor à arte – emprestou ao futebol.

Tempos onde os craques ficavam no Brasil, não porque ganhavam dinheiro, mas porque aqui havia futebol, e jogar futebol de verdade era um desafio que os brasileiros tiravam de letra.

Mas havia uma Itália no nosso caminho. Havia o Estadio Sarriá. Havia Paolo Rossi. Pode-se dizer que este jogo em 82 foi um divisor de águas para o futebol brasileiro.

Não que a partir dali o futebol tenha mudado da água pro vinho, mas este jogo serviu como desculpa para os conservadores do futebol, os “competitivistas”.

Sempre que se justificava esquemas táticos mais defensivos usava-se como exemplo a seleção “derrotada” de 82.

“De que adianta jogar bonito e perder?”; “O povo vibra com títulos!”; e assim começava o calvário dos amantes do futebol.

Daí em diante, a imagem do técnico de futebol passa a ter uma relevância que antes não tinha. Vide 58, onde reza a lenda que Feola dormia no banco. Em 70, contam que quem falava com o time era Gerson, ao invés de Zagallo.

A memória do brasileiro deixa de recordar escalações, para recordar os treinadores. Era o São Paulo de Telê, o Grêmio de Felipão, o Palmeiras de Luxemburgo, dentre outros.

Os esquemas táticos passam a prevalecer e, em muitas ocasiões, jogam no ostracismo jogadores que poderiam ter se tornado craques.

A discussão sobre a seleção não era mais se Tostão e Pelé poderiam jogar juntos, mas se devia se jogar no 3-5-2, ou no 4-4-2, se o número de atacantes definia se o time era mais ou menos ofensivo. Só recordando, a seleção de 70 jogava com 5 “camisas 10″ em seus respectivos clubes, sendo eles Pelé (Santos), Tostão (Cruzeiro), Rivelino (Corinthians), Gerson (Fluminense) e Jairzinho (Botafogo), ou seja, não tinha nenhum atacante “de ofício”. Vai me dizer que esse time não era ofensivo?

Posterior aos esquemas táticos, vem a discussão sobre o modelo de gestão do futebol. O São Paulo introduz no futebol brasileiro a organização e planejamento de ações. Isto já é um sintoma!

Visto que o futebol se tornou um esporte onde o físico prevalece, deve-se propiciar estrutura para que o atleta não tenha problemas extra-campo. Ou seja, dá condições para que o jogador desenvolva com tranquilidade seu futebol. Mas que futebol?

Se for o visto no último Campeonato Brasileiro, obrigado, mas eu prefiro outro!

A glória do São Paulo é ter um grande goleiro que bate faltas, uma zaga quase intransponível e uma dupla de volantes que protegem a zaga com eficiência. Aliás, eficiência é a ordem no Tricolor paulista! O São Paulo virou uma Microsoft do futebol, mas se quiser também pode ser Votorantim, Sadia, Bradesco, ou qualquer outra que lucra bilhões e explora trabalhadores em nome dessa tal eficiência, ou competência administrativa, e outras bobagens do tipo. O que isso tem a ver com futebol?

É esse padrão alemão de futebol que faria com que Pelé, se jogasse nestes novos tempos, já teria pelo menos 8 cirurgias no joelho. Garrincha então, seria morto a tiros por um zagueiro enfezado que não suportasse seus dribles. O que aliás virou comum por aqui. Pra todo Kerlon fazendo “drible da foca”, há um Coelho pra tentar o homicídio.

Voltando à Copa dos Sonhos, vejo que este futebol de novo tipo praticado no Brasil vem ganhando vigor entre a torcida. A defesa do futebol bem jogado é considerada coisa de jornalista nostálgico, ou de comunista! Imaginem só, se acontece outro golpe militar no Brasil e os generais considerem subversivos os amantes do bom futebol?

Encerro com o seguinte: Tostão, ainda em atividade, teve um descolamento de retina que o forçou a parar, se jogasse hoje, teria ele mesmo arrancado os olhos pra não ver tamanha barbárie.

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Será???

Postado em Sem-categoria em Dezembro 26, 2007 por blogdoporpetta

A possibilidade de ter Ronaldo, o Fenômeno, no Mengão já deixa a mim e a toda nação rubro-negra alvoroçada, mesmo que as posições a respeito sejam controversas.

Existem os que acham que é uma furada, pois ele ganha um salário altíssimo e não vem rendendo na bola o que se espera de um craque desse porte.

E há os que acham que craque é craque, em quaisquer circunstâncias, em um lampejo ele pode resolver o jogo, ou pode-se até fazer uma aposta na recuperação física e técnica de Ronaldo no Mengão, jogando no seu time de coração.

Eu sou da segunda opinião! Quem sou eu pra dizer não a Ronaldo? O cara é craque e como craque deve ser tratado! E pra Libertadores pode ser fundamental. Imagina o zagueiro do Coronel Bolognesi tendo que encarar pela frente um cara que foi eleito 3 vezes o melhor jogador do mundo, tem uma Copa do Mundo nas costas e sendo artilheiro, dentre outras façanhas. Sinceramente, o zagueiro só de olhar faria pipi no shorts!

Então, se houver essa possibilidade, que venha o Fenômeno!

E a Magnética agradecida, assim cantará: “Ih, Yokohama qualquer dia tamo aí!!”

Com o coração esperançoso pela Libertadores, saudações rubro-negras!!!

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Novinho em folha

Postado em Sem-categoria em Dezembro 26, 2007 por blogdoporpetta

Acabei de mudar a apresentação do blog. Achei que ficou melhor pra ler, além de manter a cor preta de fundo (que eu gosto), entrou um pouco de vermelho (que eu também gosto) e a pesquisa de posts ficou acima e mais visível.

Comentem e digam o que acharam!

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Natal e as leis da natureza

Postado em Sem-categoria em Dezembro 26, 2007 por blogdoporpetta

Reproduzo aqui um trecho de uma letra dos Raimundos, que define bem o que representou este Natal para mim, e provavelmente também representará o Ano Novo:

“Cumê, cagá, bebê, fumá… são as leis da natureza e ninguém vai poder mudar!”

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Pra quem gosta (muito) de futebol!!!

Postado em Sem-categoria em Dezembro 25, 2007 por blogdoporpetta

Achei essa pérola no Blog do Juca, um joguinho pra quem gosta de futebol!

São 64 escudos de clubes do Brasil e do mundo pra você descobrir a quem pertencem. Óbvio que estão disfarçados para não ficar tão fácil.

http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/escudos.shtml

 Divirtam-se!

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Do Blog do Juca

Postado em Sem-categoria em Dezembro 24, 2007 por blogdoporpetta

Na ‘Folha’, de sábado

JOSÉ GERALDO COUTO

Jesus, amor etc.

Kaká, como jogador, é o máximo, mas tomá-lo como modelo para os jovens é anacrônico e conservador

A ESCOLHA de Kaká como melhor futebolista do planeta não surpreendeu ninguém, pelo que ele jogou na temporada. O que me assustou um pouco foi ouvir no rádio e na televisão uma porção de gente exaltar o rapaz como “modelo positivo para a juventude”. Ora, vamos combinar, Kaká fora de campo, à parte a beleza física evidente, é de uma insipidez espantosa. Mauricinho e carola, sua imagem corresponde a um bom-mocismo que eu julgava há muito superado. Não me entendam mal.

Nada contra ele casar virgem e estampar na camiseta que “pertence a Jesus”. Mas daí a tomar isso como exemplo de caráter vai uma grande distância. Kaká, é bom lembrar, foi um dos primeiros a sair em defesa do casal Hernandes, os líderes da igreja evangélica Renascer em Cristo, que foram parar na cadeia por ludibriar a fé dos incautos e sonegar impostos. Apoio no mínimo questionável, a meu ver.

Ainda assim, problema dele. Mas há algo de profundamente regressivo em considerar esse tipo de comportamento como “sadio”. Querer restaurar, a esta altura do campeonato, valores como a virgindade e a fé religiosa cega traz um perigoso ranço de TFP (a ultraconservadora Sociedade de Defesa da Tradição, da Família e da Propriedade), ainda que sob as tintas mais estridentes, pragmáticas e mercantilistas das correntes evangélicas. Como contraponto a esse obscurantismo anacrônico, lembro um episódio ocorrido com o grande ex-jogador e ex-treinador Elba de Pádua Lima, o Tim (1915-84), e narrado no recém-publicado “João Saldanha – Uma Vida em Jogo”, de André Iki Siqueira.
Tim era técnico de um clube grande do Rio de Janeiro quando, numa peneira, um garoto ansioso por agradá-lo declarou: “Não bebo, não fumo nem farreio”. Tim respondeu: “Pois aqui você vai aprender a fazer tudo isso”. Claro que ninguém aqui é criança. Sabemos que o álcool, o cigarro e as noites maldormidas podem prejudicar a saúde e o desempenho de qualquer profissional. Mas são, no mais das vezes, experiências que fazem parte do aprendizado de vida de qualquer cidadão saudável.

Millôr Fernandes escreveu uma vez que a mais incompreensível de todas as taras é a abstinência. Ernest Hemingway, por sua vez, quando indagado sobre as coisas que poderiam atrapalhar a atividade do escritor, respondeu: “Mulheres, bebida, dinheiro. E também falta de mulheres, de bebida e de dinheiro”. João Saldanha, sábio do futebol e da vida, ajudava seus jogadores a fugir da concentração para se divertir. Só recomendava, de modo meio machista, que não mudassem de mulher às vésperas de um jogo, caso contrário tenderiam a “mostrar serviço” na cama, desgastando-se em excesso.
Kaká entregou a alma a Jesus, o dinheiro à Renascer e a virgindade à noiva. Vágner levou uma mulher para a concentração do time e ganhou o apelido de Love.

O primeiro é muito mais jogador, mas o “exemplo” do segundo me agrada mais.  


Escrito por Juca Kfouri às 11h29

Sobre as festas de fim de ano

Postado em Sem-categoria em Dezembro 24, 2007 por blogdoporpetta

Pessoalmente, não costumo sair desejando Feliz Natal e um Próspero Ano Novo pra ninguém!

Vejamos os porques:

Primeiro, pra quem não me conhece e não sabe, sou ateu! Logo, não será uma data religiosa que me comoverá.

Segundo, esse é o período do ano onde as pessoas deixam aflorar seu lado “nota de 3″, e saem cumprimentando todo mundo à torto e à direito. Minha opinião pessoal é que Natal e Ano Novo só servem para a gente comer boas comidas que não comemos no resto do ano.

Pra mim, deve ficar sempre o desejo de que as pessoas que eu gosto devem ter bons dias para sempre, não só no reveillón! Afinal de contas, dia 1º de janeiro, para mim, é só um dia de ressaca… muita ressaca!

Da minha parte, desejo a vocês que bebam muito, façam bastante sexo (preferencialmente de camisinha) e, o melhor de tudo, curtam bastante todas as pessoas que você realmente gosta e que por ventura vê pouco durante o ano, sejam parentes, amigos etc.

No fim das contas, é isso que vai valer a pena!

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Um pouco de merchandising

Postado em Sem-categoria em Dezembro 24, 2007 por blogdoporpetta

Não sei se todos sabem, mas eu também tenho uma banda. Ela se chama Plano F e sou vocalista da dita cuja.

Os outros integrantes são LC (guitarra), Bracuí (baixo) e Ricardo (bateria).

Para ouvir, acesse www.myspace.com/planoefe

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)