Arquivo para Maio, 2008

Um grande avanço

Postado em Sem-categoria em Maio 29, 2008 por blogdoporpetta

O STF decidiu liberar as pesquisas com células-tronco no Brasil.

Que ótimo!

O Brasil se coloca entre os países que desenvolverão pesquisas na área, que pode tratar uma infinidade de doenças antes consideradas incuráveis. E o governo agora deve tratar de popularizar os resultados das pesquisas, para que os mais pobres tenham acesso aos benefícios das mesmas.

Se o resultado fosse outro, somente os ricos teriam acesso, pois poderiam viajar para países onde as pesquisas são legais e tratar suas moléstias.

E além deste corte de classe, havia também um corte religioso, pois a Igreja Católica é contra as pesquisas com células-tronco, tal como o uso de camisinha, os demais métodos contraceptivos, e tudo que cheira a progresso científico, educação sexual para o planejamento familiar e combate à doenças venéreas entre os seres humanos.

Foi uma derrota dos setores mais conservadores da Igreja, que influenciam nos governos e no nosso cotidiano.

Ainda bem!

 

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Só se for com emoção!

Postado em Sem-categoria em Maio 29, 2008 por blogdoporpetta

Ontem foi dia de muita emoção, tanto pela Libertadores quanto pela Copa do Brasil.

Acompanhei o jogo da Libertadores, entre Boca Juniors x Fluminense, torcendo obviamente pelo Boca (reconheço que minha nacionalidade é flamenguista, não brasileiro), mas vendo um Fluminense sem medo de enfrentar os xeneizes.

Se o Boca pressionava no ataque, o Fluminense respondia à altura com vários lances perigosos no contra-ataque.

Acabou em 2×2, com dois gols de Riquelme (um gênio) e dois gols de Thiagos (o primeiro do Silva e o segundo do Neves), e a promessa de outro jogaço na semana que vem, num Maracanã lotado. Nada definido!

Pela Copa do Brasil foram definidos os finalistas. Corinthians x Sport jogam a vida pela vaga na Libertadores 2009.

O Corinthians devolveu os 2×1 sofridos no Engenhão e o Sport tomou os 2×0 aplicados na Ilha do Retiro. Resumindo, tudo ficou para os pênaltis.

No Morumbi, com quase 70 mil pagantes, o herói foi Felipe, que pegou a última cobrança de Zé Carlos. Mais uma vez o Botafogo treme diante do povo, sai chorando e perde alguém. Desta vez que saiu foi o técnico Cuca, possivelmente indo para o combalido Santos.

Em São Januário, também lotado, não houve herói, mas o vilão de sempre. Edmundo mais uma vez entrega o ouro na cobrança de pênaltis e elimina o Vasco. E o clube da Colina não pode ver as cores vermelha e preta tão cedo na frente. Haja uruca diante de rubro-negros!

Ainda não tive acesso ao body count de ontem, mas deve ter morrido muita gente do coração. Também, pudera!

 

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Somos todos Boca!!!

Postado em Sem-categoria em Maio 27, 2008 por blogdoporpetta

Não tendo nada melhor pra fazer na vida e fora da Libertadores, é hora de secar o Flu!

Sabemos que a Libertadores é um torneio pra homens valentes, guerreiros e com camisa. Isso tudo é o Boca!

Este ano virou várzea! O Flamengo perdeu pro time dos casados (com direito a barriga) e o São Paulo perdeu pro time sem camisa (aquele sem tradição da Zona Sul do Rio).

Portanto, agora, em defesa das melhores tradições da Libertadores da América (Santander é o cacete!), somos todos Boca Juniors!

E dá-lhe Boca!!!

 

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

A Bahia dos carlistas genéricos e lulistas transgênicos

Postado em Sem-categoria em Maio 27, 2008 por blogdoporpetta

Jorge Almeida

 

A campanha eleitoral de 2008 na Bahia está trazendo um verdadeiro show de coligações cruzadas, onde o único critério é o de supostamente somar votos, não importando programa político nem, muito menos, critérios ideológicos. Um exemplo disso será a eleição para prefeito da capital. O atual prefeito, João Henrique Carneiro, foi eleito em 2004 depois de 8 anos de mandato de Antonio Imbassahy, na época filiado ao PFL carlista. Montou uma imensa coligação, na qual estavam seu partido (na época o PDT), mais PSDB, PT, PCdoB, PSB, PMDB, PTB e muitos outros menores. O fracasso de sua administração, com a consequente queda na avaliação das pesquisas, e a derrota do carlismo nas eleições de 2006 seguida da morte do senador Antonio Carlos Magalhães em 2007, aprofundou a desagregação do carlismo e a confusão no que outrora foi conhecido como anti-carlismo no estado.

Neste quadro, o prefeito João Henrique (agora no PMDB), acabou de selar uma aliança eleitoral com Edvaldo Brito (PTB) em que este será o candidato a vice-prefeito da capital em sua chapa.

Mas quem botou o selo de ouro na aliança foi o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) quando, no ato de lançamento da chapa, numa declaração bombástica, acusou alguns adversários, como Antonio Imbassahy (ex- PFL e agora PSDB), de “carlistas genéricos”, se referindo aos ex-aliados do senador ACM. Já para o deputado federal ACM Neto (DEM), que também é candidato a prefeito, usou o adjetivo de “carlista verdadeiro”.

Agora, sua coligação está com 8 partidos: PMDB-PTB-PP- PSC-PDT-PRTB- PSL-PHS.

Mas quem são os principais aliados de João Henrique e Geddel?

Edivaldo Brito foi prefeito biônico de Salvador, indicado pela ditadura, quando o seu partido era a Arena. Depois, foi para o PTB, partido que, na Bahia, renasceu em 1979 nas mãos do carlismo. Neste partido, foi candidato a prefeito (derrotado) de Salvador em 1985 coligado ao PDS, que era o herdeiro genético da Arena. Garantindo sua candidatura, estavam o então ministro das comunicações do governo Sarney, ACM (PDS), e o então governador João Durval Carneiro (PDS). Como se vê, naquela época, eram todos “carlistas verdadeiros”. Depois, Brito foi para São Paulo, sendo secretário da justiça do prefeito Celso Pitta, um verdadeiro malufista, do PPB, a nova denominação do PDS e da Arena.

O outro partido importante da coligação em Salvador é o PP, ou seja, justamente o novíssimo herdeiro genético da Arena, do PDS e do PPB. Em São Paulo, até hoje malufista. Na Bahia, historicamente “verdadeiro carlista”.

Finalmente, o próprio PMDB, antigamente anti-carlista. Atualmente, abrigo de ex-apoiadores (sinceros e leais ou não) de ACM. Entre eles, o próprio ministro Geddel Vieira Lima (ex-carlista e atual lulista) e o prefeito João Henrique Carneiro (hoje no PMDB). João Henrique é filho do senador João Durval Carneiro (hoje no PDT), irmão do deputado federal Sérgio Carneiro (hoje no PT), cunhado do também deputado federal Sérgio Brito (PDT) e marido da deputada estadual Maria Luíza (PMDB). Como se vê, uma família supra-partidá ria e, assim como Geddel, todos, na própria linguagem geddeliana, “carlistas genéricos” ou seja, ex “carlistas verdadeiros”.

Ocorre que, no momento, todos estes “carlistas genéricos” são também “lulistas transgênicos”, pois, como diz o ditado, a carne é fraca e a genética também. Todos são políticos e partidos da base dos governos de Jaques Wagner e Lula da Silva, ambos do PT. E, na Bahia, estão na base até os genéricos tucanos do PSDB – e sem nenhuma reclamação da Executiva Nacional do PT, nem de qualquer de suas tendências internas.

O presidente Lula da Silva já disse que prefere apoiar João Henrique, que está chefiado pelo trator da Transposição do São Francisco, Geddel Vieira Lima. Jaques Wagner, também disse que preferia João Henrique (PMDB) ou mesmo Antonio Imbassahy (PSDB).

Mas, depois de muita indecisão e de ter ficado três anos e quatro meses participando do governo João Henrique, o PT resolveu entregar suas quatro secretarias na prefeitura (inclusive a Secretaria de Governo e a de Saúde) e sair atirando. Atirando no prefeito e caçando aliados onde puder, inclusive no PTB, PP e PR.

Por isso, parece que todas as correntes petistas ficaram sentidas por perder o apoio do genérico Edvaldo Brito, do seu PTB e do PP. Mas eles ainda têm esperanças em se aliançar com o senador César Borges (hoje no PR, depois de ter passado pela Arena, PDS, PFL e DEM). Este, que agora apóia Jacques Wagner, também é carlista. Há dúvidas se “verdadeiro” ou “genérico”. Mas isto não é mais problema. Por um lado, porque ele já foi devidamente transmutado em lulista transgênico. Por outro, depois da mutação do próprio PT, não existem mais barreiras deste tipo.

Talvez Borges acabe apoiando o jovem ACM (DEM, filho do PFL, neto do PDS e bisneto da Arena), “carlista verdadeiro”, mas não se sabe até quando. Afinal, até o velho senador teve seu momento de transgenia lulista.

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Jorge Almeida é professor de Ciência Política da UFBA e Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas. Autor de Como vota o brasileiro e de Marketing político, hegemonia e contra-hegemonia. jorgealm@uol. com.br

Mais uma da Globo!

Postado em Sem-categoria em Maio 27, 2008 por blogdoporpetta
“BARRIGA” DO ANO
Sobre as contradições do jornalismo

Por Venício A. de Lima em 27/5/2008

No final da tarde de terça-feira (20/5) fui surpreendido com telefonema de pessoa de minha família, em Minas Gerais, preocupada em saber se eu estaria viajando ou se estava em Brasília. Estava em Brasília, por quê? “Acabamos de ouvir na rádio Itatiaia de Belo Horizonte que um avião de passageiros havia se chocado com um prédio nas proximidades do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, provocando grande incêndio. Como você sempre viaja, queríamos ter certeza de que não estaria entre as vítimas de mais esse acidente aéreo.”

Depois do telefonema, tomei conhecimento de que o canal GloboNews, da operadora de TV a cabo NET, havia interrompido a transmissão ao vivo de depoimentos na CPI dos cartões para “informar” que um avião da empresa Pantanal acabara de cair sobre um prédio na Zona Sul de São Paulo, próximo ao aeroporto de Congonhas. Durante mais de cinco minutos, a GloboNews mostrou imagens de fumaça sobre a cidade e do incêndio que teria sido provocado pelo choque de um avião com o prédio.

Numa inversão da lógica que tem presidido a análise do fluxo das notícias, quase simultaneamente a GloboNews pautou os principais sites online – UOL, Folha OnLine, Terra, iG, Estadão – que passaram a “informar”, em manchete, sobre a queda do avião e sobre o incêndio. A partir daí, a “informação” passou também a ser transmitida por emissoras de rádio em todo o país.

Aos poucos foram aparecendo os desmentidos: da Infraero, da Pantanal e da própria Central Globo de Comunicação que, em comunicado, informou:

“A respeito do incêndio ocorrido hoje à tarde em São Paulo, a GloboNews, como um canal de noticias 24 horas, pôs no ar imagens do fogo assim que as captou. Como é normal em canais de notícias, apurou as informações simultaneamente à transmissão das imagens. A primeira informação sobre a causa do incêndio recebida pela Globo News foi a de que um avião teria se chocado com um prédio na região do Campo Belo, Zona Sul de São Paulo. Naquele momento bombeiros e Infraero ainda não tinham informação sobre o ocorrido. As equipes da própria Globo News constataram que não havia ocorrido queda de avião e desde então esclareceu que se tratava de um incêndio em um prédio comercial. Poucos minutos depois o Corpo de Bombeiros confirmou tratar-se de um incêndio em uma loja de colchões.”

Não havia acidente. Nenhum avião havia se chocado com qualquer prédio. Na verdade, tratava-se de um incêndio em loja de colchões no bairro paulistano de Moema.

Há vinte meses

Foi impossível não lembrar de uma outra situação envolvendo o jornalismo das Organizações Globo. Esta última ocorrida em 29 de setembro de 2006, quando um jato Legacy derrubou o Boeing que fazia o vôo Gol 1907, de Manaus para Brasília, matando mais de 150 pessoas.

Naquela época, ao contrário de outras emissoras de TV e sites na internet, a TV Globo demorou a noticiar o acidente que ocorreu antes do Jornal Nacional. Como estávamos às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais de 2006, houve uma grande polêmica em torno do assunto. A Globo sempre alegou que não poderia ter dado a notícia sem primeiro checar os fatos. A emissora temia as eventuais repercussões que uma notícia dessas – não confirmada – poderia causar na vida de milhares de pessoas.

Agora a GloboNews deu a “informação” falsa sobre o “acidente”. Sites e emissoras de rádio reproduziram a “informação” e só depois se deram ao trabalho de checar para ver se era verdadeira. Não era.

Deixo a meu eventual leitor as devidas conclusões sobre a qualidade e a responsabilidade do jornalismo que continua a ser praticado no Brasil.

 

 

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

 

P.S.: Texto retirado do Observatório da Imprensa

Hoje foi dia de Parada do Orgulho GLBTT

Postado em Sem-categoria em Maio 26, 2008 por blogdoporpetta

Não estive presente, pois fui ao Rio de Janeiro em missão apaixonada, ver minha namorada num período difícil para ela.

Mas a Parada é sempre a Parada!

Um dia onde os preconceitos, se ainda não se mostram derrotados, pelo menos ficam para debaixo do tapete.

A Parada do Orgulho GLBTT é tão marcante para São Paulo que, mesmo com a ofensiva da Prefeitura sobre o espaço público da Avenida Paulista, que querem tornar cada vez menos público, ela resistiu lá. No coração do capitalismo brasileiro, gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis dão um grito contra o preconceito, tudo com muita cor e festa.

Tudo que o conservadorismo não aceita, três milhões de pessoas dizendo não ao preconceito, e sim ao respeito.

Exigir respeito e uma legislação que proteja as relações homoafetivas, garantindo direitos às mesmas, não é pedir demais.

Ainda mais num país que pretende ser uma potência!

Mas o atraso ainda persiste por aqui.

E contra o atraso das elites brasileiras, a Parada avança… e continuará avançando!

 

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Esse time ainda me mata…

Postado em Sem-categoria em Maio 25, 2008 por blogdoporpetta

O Flamengo jogou por 15 minutos e fez 2×1 no Inter, ontem no Maracanã.

O primeiro tempo foi um horror, levamos 1×0, gol de Nilmar, e tudo parecia trágico.

Voltamos para o segundo tempo abafando o Inter dentro do seu próprio campo, viramos o jogo em 10 minutos e depois recuamos. A ponto de Léo Moura (um gênio, um monstro,…) salvar uma bola em cima da linha, do que seria um gol certo do Inter, aos 25 minutos.

Valeu, tá bom! Mas podia ser menos sofrido…

 

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

O reencontro

Postado em Sem-categoria em Maio 24, 2008 por blogdoporpetta

Hoje é dia de jogo do Flamengo no Maracanã. Agora com público.

Jogo difícil contra o Inter, difícil pelo adversário e pelo trauma.

É a primeira vez que o Flamengo volta a encontrar sua torcida depois do vexame na Libertadores.

E eu estarei lá, querendo ser convencido pelo time a torcer com emoção. Porque, a princípio, vou só com o trauma na cabeça para o estádio.

Deixei de amar o Flamengo? Nunca! Só estou um pouquinho de mal.

 

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

Mais um pra lista

Postado em Sem-categoria em Maio 22, 2008 por blogdoporpetta

Já está na lista ao lado de blogs recomendados o Blog Las Guerrilleras.

Três garotas, sendo uma a Ana, grande militante e amiga, resolveram colocar suas impressões sobre o Brasil e o mundo em um blog.

Excelente iniciativa! Parabéns!

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)

A chatice da isenção

Postado em Sem-categoria em Maio 22, 2008 por blogdoporpetta

Não há nada mais chato no futebol do que o isento!

Enquanto torcedores apaixonados pelos seus clubes se engalfinham em jogos eliminatórios, o isento senta-se no meio do sofá. Entre botafoguenses e corinthianos, entre sãopaulinos e tricolores das Laranjeiras. Enquanto para o torcedor, seu time está jogando melhor e é roubado pela arbitragem, para o isento resta a análise precisa dos lances, sem o olhar cego do apaixonado.

O apaixonado, como eu sou tratando-se do meu clube do coração, não quer análises, quer gols, quer belos lances, quer raça, e quer matar o árbitro que impede cruelmente a vitória do seu time.

Mas neste meio de semana, eu não estive como apaixonado, por conta da vergonha que meu time me fez passar exatamente numa noite de meio de semana. Estava como isento!

Não conseguia torcer por ninguém. Nem por Corinthians, muito menos pelo Botafogo. Nem pelo São Paulo, e muuuuuito menos pelo Fluminense.

Então assisti às duas partidas, sendo uma na terça (Copa do Brasil) e outra na quarta (Libertadores, e toda a lembrança triste que esse nome me traz…), no papel de isento.

E fui chato, muito chato. Eu e minhas corretas análises. Eu e minhas exigentes súplicas por bom futebol. Eu e meu “dane-se” para o resultado. Tudo ao contrário do que todos os torcedores queriam. Eles queriam sangue e vitória. Eu só queria futebol.

E futebol foi tudo o que não houve entre Corinthians e Botafogo. Tal como foi o que houve entre Fluminense e São Paulo.

No primeiro jogo, os times queriam mostrar quem errava mais. Se no primeiro tempo, o Corinthians abusou de erros que impediram uma goleada ou uma vitória mais larga, no segundo, o Botafogo fazia questão de errar para continuar perdendo o jogo, mas em virtude do erro maior do Corinthians – que recuou demais no segundo tempo – acabou virando o jogo.

Tá em aberto ainda, o Corinthians pode se classificar. Mas o Botafogo também!

No jogo da quarta, pela Libertadores, foi diferente. Foi jogo de Libertadores. Foi jogo de futebol, na essência.

Num jogo eletrizante e bem pegado, o Fluminense foi melhor no primeiro tempo e mereceu a vantagem no placar, com gol de Washington em vacilo da defesa sãopaulina.

O São Paulo voltou melhor no segundo tempo, atacou o Fluminense dentro do Maracanã. Sem vergonha de jogar futebol. E nessa disposição, acabou empatando o jogo, no seu monotema: bola aérea na cabeça de Adriano.

Isso mataria qualquer pretensão do Fluminense, não fosse o pé salvador de Dodô, que bateu cruzado no canto para fazer 2×1 Fluminense, apenas um minuto após o gol do São Paulo. Aí o Fluminense se classificou.

Daí em diante foi o Fluminense atacando e o São Paulo só no contra-ataque. E poderia dar qualquer coisa!

Mas o Maracanã pune a soberba e o mau futebol. Puniu o Flamengo pela soberba, e puniu o São Paulo pelo mau futebol. Um time que vive de bolas aéreas na área não merece a Libertadores. Não merece derrotar o bom futebol. O Fluminense jogava bem, atacava com perigo forçando algumas grandes defesas de Rogério Ceni, tocava bem a bola e tinha Conca. Este sim é o craque do Fluminense!

Aos 46 do segundo tempo – de forma sofrida como o Maracanã exige – o Fluminense tem escanteio para a cobrança de Thiago Neves, este que cobrou na área com perfeição, na cabeça deste grande centroavante chamado Washington. E o bom artilheiro nunca perdoa. Com uma cabeçada certeira no ângulo faz 3×1 Fluminense e liquida a fatura.

O São Paulo é condenado sumariamente por fazer aquilo que nem o futebol inglês faz mais. A dependência do chuveirinho é mortal, e o São Paulo morreu na Libertadores.

Já o Fluminense agora reza e torce pelo Santos. Pois se o Santos cair amanhã contra o maldito América do México, o Flu pega o Boca. E aí, meu amigo, é outra história!

Abraços,

Bruno Padron (Porpetta)